“O seu tempo acabou”, disse Patrícia Poeta a Eduardo Campos em entrevista ao Jornal Nacional na última terça-feira. A apresentadora não tinha escolha, as regras deveriam ser cumpridas. No dia seguinte, outra regra foi cumprida. Deus disse: “Eduardo, o seu tempo acabou”. Mas, espera aí, é justo? É justo para à esposa, aos filhos, à nação? É justo alguém cheio de talentos, de bom caráter, jovem e com uma vida promissora na política num país carente de lideranças, morrer nesta hora e deste jeito? Porque isto não acontece com políticos corruptos e egoístas? Aliás, é a dúvida do Sábio em Eclesiastes: “Me esforcei para entender (...) A mesma coisa acontece com os honestos e desonestos”. E por isto a trágica conclusão: “Ninguém pode evitar a morte, nem deixá-la para outro dia”, e “tudo é correr atrás do vento”.
Explicar a “injustiça” da morte e das desgraças é um arriscado desafio àqueles que acreditam no amor do Deus revelado nas Sagradas Escrituras. Os ateus ou os com outras crenças, estes já têm suas conclusões. Mas tentar entender o sofrimento humano enquanto existe um Deus todo-poderoso e misericordioso já custou a fé de muitos cristãos. O próprio fundamento do cristianismo é um absurdo, mas sobre isto Paulo já escreveu: “De fato, a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo; mas para nós, que estamos sendo salvos, é poder de Deus” (1 Coríntios 1.18).
Mas então, o que fazer? Ora, o que fazemos quando estamos doentes e vamos ao médico? Nada, além de confiar nele e obedecer as suas orientações e ao tratamento clínico. Este é o caminho sempre indicado na Bíblia diante do sofrimento, confiar em Deus. “De onde virá o meu socorro?”, pergunta o salmista. “O meu socorro vem do Senhor Deus, que fez o céu e a terra” (Salmo 121). Pode ser simplório, mas sou testemunha de que esta fé é a cura para as aflições das quais ninguém escapa, sobretudo quando o tempo acaba.
Pastor Marcos Schmidt - Novo Hamburgo
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